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O Que Fazer em Fes: 8 Lugares Que Valem a Viagem
Atualizado em julho de 2026 · por Férias Marrocos
Em Fes, não deixe de ver os curtumes de Chouara do alto de um terraço, a madraça Bou Inania, a universidade Al-Qaraouiyine (a mais antiga do mundo em funcionamento), o portão Bab Boujloud, a praça Seffarine dos artesãos de cobre e a vista da medina inteira desde as tumbas merínidas ao pôr do sol. Reserve pelo menos um dia inteiro com guia local — a medina tem mais de 9 mil becos.
A cidade que não mudou de século
Fes não é um museu — é uma medina de 1.200 anos onde as pessoas ainda moram, batem cobre, curtem couro e assam pão no forno coletivo. É a cidade onde a gente sempre traz quem quer ver o Marrocos de antes dos carros. E é literal: dentro de Fes el-Bali não entra carro, só gente, burro e carrinho de mão.
Estes são os oito lugares que a gente mais indica, na ordem que faz sentido visitar.
1. Curtumes de Chouara
O cartão-postal de Fes. Dezenas de tanques de pedra cheios de tinta — branco de cal, vermelho de papoula, amarelo de açafrão — onde o couro é curtido do mesmo jeito há séculos. Sobe-se a um terraço das lojas de couro para ver do alto. O cheiro é forte; o raminho de hortelã que te dão na entrada não é enfeite.
2. Madraça Bou Inania
A escola corânica mais bonita da cidade, do século XIV, coberta de azulejo, gesso esculpido e cedro. É das poucas abertas a não muçulmanos, e vale cada dirham da entrada.
3. Universidade Al-Qaraouiyine
Fundada em 859 por Fátima al-Fihri, é considerada a universidade mais antiga do mundo ainda em funcionamento. Não muçulmanos não entram na mesquita, mas dá para espiar o pátio de azulejos pelas portas — e a biblioteca restaurada é um tesouro à parte.
4. Bab Boujloud, o portão azul
A porta de entrada da medina: azul de Fes por fora, verde do Islã por dentro. Dali descem as duas ruas principais, Talaa Kebira e Talaa Sghira, cheias de comida, tâmaras e artesãos.
5. Praça Seffarine
A praça dos caldeireiros, onde o som da cidade vira percussão — dezenas de artesãos martelando cobre e latão como há gerações. Um bom lugar para sentar num café e só ouvir.
6. Fondouk Nejjarine
Um antigo caravançarai restaurado, hoje museu da madeira, com um pátio de três andares que é dos mais bonitos da medina. O terraço tem chá e vista para os telhados.
7. Mellah e o Palácio Real
O antigo bairro judeu, com suas sacadas de madeira viradas para a rua — coisa rara no Marrocos — e, ao lado, os portões dourados do Palácio Real, que rendem a foto mais fácil da cidade.
8. Tumbas merínidas ao pôr do sol
No alto da colina, fora das muralhas, as ruínas das tumbas dão a melhor vista de Fes inteira. Ao pôr do sol, a medina fica dourada e o chamado à oração sobe de centenas de minaretes ao mesmo tempo. É o fecho de dia que a gente nunca pula.
Como encaixar Fes na viagem
Fes entra em quase todos os nossos roteiros — na travessia ao deserto, na grande volta pelo país ou como base do norte. Se quiser, a gente monta o dia com guia local que conhece a medina de cor, e você só se perde quando quiser se perder. É só chamar no WhatsApp.
Perguntas frequentes
Quantos dias ficar em Fes?
Um dia inteiro com guia mostra o essencial da medina. Dois dias deixam tudo mais gostoso — sobra tempo para um curso de culinária, os artesãos e a vista do pôr do sol nas tumbas merínidas.
Precisa de guia em Fes?
No primeiro dia, sim — e não é conversa de vendedor. A medina de Fes el-Bali tem mais de 9 mil becos e nenhum mapa dá conta. Com um guia local você vê os lugares certos sem passar a manhã perdido (perder-se de propósito fica para o segundo dia).
O cheiro dos curtumes é tão forte assim?
É forte, sim — couro curtido em tanques de cal e pombo não tem como cheirar bem. Te entregam um raminho de hortelã na entrada para segurar debaixo do nariz, e a vista do alto compensa cada segundo.
Fes é segura para turistas?
É. A medina é movimentada e cheia de moradores fazendo a vida de sempre. O que existe é insistência de falsos guias perto dos portões — com a gente ou com guia oficial, esse assunto desaparece.
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